Sabe, eu lembro quase que todo dia das nossas caminhadas no parque, de quando tu reclamava que eu queria ir para praia depois das 16:00 e tu queria ir as 10:00...
Lembro de quando tu acordava de manhã e me dava um beijo na testa antes de se levantar para o trabalho (falava que eu tinha apenas mais 15 minutos de sono para levantar e te acompanhar até o carro).
Lembro quando a gente inventava de cozinhar coisas que não sabíamos nem por onde começar...e o pior ficavam boas nossas gororobas...
Lembro de como tu gostava de ouvir eu tocar as minhas mesmas músicas, de quando íamos ao teatro ver peças dos nossos amigos, não importava se era chapeuzinho vermelho ou um monólogo qualquer.
Lembro das caminhadas que dávamos no nosso bairro, de como morávamos poucas quadras um do outro (demoramos tanto para fazer coisas tão simples), sempre passávamos no mesmo café e ficávamos falando de como estava sendo a nossa semana no trabalho (quantas coisas resolvemos um do outro nestas conversas).
Lembro de como tu conseguia desdobrar minha teimosia com uma maestria...e de como eu conseguia lidar com seu gênio forte com uma paciência de monge budista.
Era engraçado o nosso gosto para escolher filmes toscos na locadora da praia, aqueles dias chuvosos eram as vezes melhores que os mais ensolarados.
Lembro de quando você ouvia Chico Buarque e dizia que eu tinha que tocar isso na minha banda e lembro quando eu ouvia Engenheiros com uma empolgação homérica e tu me dizia: - É legal o som... (WTF!?!? Como assim só "legal"? Ah vá)
Lembro quando adotamos um cachorro vira lata. Lembro do nosso primeiro banho de chuva juntos (banho de chuva voluntário. Os forçados não conta). Lembro da primeira vez que tomei Garapa (é esse o nome? Daquele caldo extremamente doce que sai da cana de açúcar?) lembro que tu ria da minha cara tomando aquele troço.
Lembro de quando viajamos para aquela praia do interior de Santa Catarina (indiada boa) e de quando fizemos aquele show no interior do Rio Grande do Sul e ficamos 3 dias no meio do nada passando trabalho bagaray (indiada ruim).
Lembro do plano que tínhamos de ter um negócio juntos, não daria certo, pronto falei.
Lembro de quando dormia com a cabeça no meu peito e eu mexia no teu cabelo...era tão fácil dormir assim...(a cama nunca foi tão grande e o quarto tão vazio quando tu não está).
Lembro da primeira vez que cozinhei pra ti, aquele macarrão que eu fiz tava tão ruim...e tu comeu tudo e ainda disse que tava bom...só que no outro dia deixava que tu cozinhava! hahahaha
Lembro de como tu é linda quando acorda, simples, sem toda a produção que o dia demanda, sua simplicidade sempre me atraiu, desde o início foi assim.
Sabe, queria falar muito mais das minhas lembranças da nossa vida a dois, dos nossos sonhos, segredos, momentos bons e ruins...mas acho que por enquanto tá bom assim, quem sabe amanhã não escreva mais pra ti?
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nossa tenho tantas lembranças de tantas coisas nesses 30 anos de vida. Agora disso tudo resta saber o que são fragmentos de memória e o que são idealizações utópicas...a única certeza é que tu não me foi apresentada pelo destino ainda, e eu continuo te procurando e esperando...
...não demora...
Frejat - Segredos
(https://www.youtube.com/watch?v=DrXa82roFS0)
sábado, 17 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Quando eu quero ter tudo eu não tenho nada
Começo este texto de hoje escrevendo um trecho do refrão de uma música minha e ontem mais do que nunca este trecho fez total sentido, na real em parte.
Acho que este ano de 2012 está sendo um tanto quando "confuso" para mim, cada vez conheço mais gente que conheço cada vez menos.
Tenho agido muitas vezes de formas que não acreditava que um dia fosse agir, ações que não faziam parte do meu ideal de vida e eram corriqueiras hoje estão se tornando uma constante.
Vejo que estou faltando com algumas pessoas, vejo que estou magoando outras e sinceramente isso não me agrada.
Eu acredito que tudo na vida são ciclos e talvez eu esteja em uma frase transitória, o problema que no meio deste turbilhão de sentimentos e ações instintivas eu sem querer vou construindo e destruindo coisas, perdendo o que nunca foi meu e cativando o que também não será meu.
É como vocês podem ver eu não estou muito coerente no que falo neste momento (imagina no que penso), é uma fase que passei uma vez anos atrás e achei que não passaria novamente (é, ciclos again).
Acredito que a nossa essência nunca muda, por mais que as ações sim, sei que o que procuro para minha vida, sei o que quero construir, não sei com quem e nem como, acho que ainda não conheci algo ou alguém que vá me tirar deste turbilhão de sentimentos que me encontro, ou por que não dizer, nesta apatia de ações (certas).
Sim, isso mesmo, quero agir e falar e não o faço...o porque eu não sei. É amigos...complicado...
...a única certeza é que quando quero ter tudo eu não tenho nada.
Abraço
Marcozero - Flores do mundo
terça-feira, 31 de julho de 2012
Motivador
E ae pessoas, tudo bem?
Hoje eu estou bem feliz com o que vem acontecendo nos últimos dias em relação a minha banda.
Passamos de fase em um festival de bandas independentes importante (e isso graças a muitas pessoas que acreditam no meu trabalho, na minha banda, que votaram e divulgaram o nosso trabalho para muita gente).
Hoje vamos gravar uma música nova, uma música que já me cativou desde o dia que eu criei ela, uma música que quando eu vi a Marcozero tocando ela senti que ela nasceu para brilhar. (sim, sou suspeito, mas penso nisso mesmo).
Esta música tem uma história diferente das outras todas canções que escrevi anteriormente. Ela nasceu em tempo recorde, com um tema e uma finalidade: Ganhar um festival (esse é outro festival, não é aquele que citei acima).
Enfim, eu vou colar aqui um texto que escrevi no grupo das pessoas que acompanham a minha banda mais de perto, este texto é dedicado ao músicos que me acompanham (e me acompanharam) nesta trajetória de 2007 até agora com a Marcozero (e para outros que contribuíram e agregam no que eu faço desde 1999). Também é para o exército que acompanha e da suporte para Marcozero do lado de fora do palco, isso é o combustivel que faz a minha banda seguir sempre em frente após tantas mudanças, "nãos" e dificuldades impostas pelo nosso "mercado".
Segue abaixo o texto que escrevi para o Centro de Comando da Marcozero (grupo com algumas pessoas mais presentes e que dedicam muito seu tempo para que a Marcozero exista).
"Meus queridos! Hoje gravaremos a nova música da Marcozero, para um festival, aqui de Porto Alegre. O nome da música é "Da sua vida (O velho e o novo)" esta música fala sobre um pai/mãe conversando com um filho/filha e nisso fica claro os conflitos de gerações e diferenças de pensamentos muitas vezes gritantes entre pais e filhos.
É a primeira vez que escrevo sobre este tipo de relacionamento, sempre escrevi sobre meus relacionamentos, o que para mim era fácil de expressar, agora foi um desafio falar sobre algo que eu não vivi de fato, só de experiências observadas e relatadas por amigos e exs. Enfim falar de família nunca foi o meu forte (por motivos óbvios).
Outra coisa que está tornando este trabalho mais instigante é que estamos trabalhando em tempo recorde. Eu compus a musica em um dia, passei para banda e ensaiamos em outro e hoje gravaremos ela...três dias entre a criação-ensaio-gravação é muito pouco tempo. Ah sim e estamos sem o nosso baixista para esta gravação, já que o Severo está em recuperação de uma cirurgia. É tudo "ajudando".
Mas ai que entra um fator importante, todos estão muito motivados para fazer com que esta musica aconteça e isto já basta para fazer com que ela fique perfeita (como está ficando), estou muito feliz com o time que temos, seja no palco, seja o que estamos formando fora dele, este apoio que vem de vocês me dá mais energia, e acredito que para meus companheiros também.
O mais legal deste trabalho é que o clima tá tão bom e todos estão tão empenhados que o nosso primeiro (e único) ensaio se deu em um sábado chuvoso das 22:00 - 00:00 o Duarte estava em uma formatura saiu no meio para ir pro ensaio e depois foi pra festa. Ontem estava falando com o Fialho sobre nossa gravação e ele estava bem descontraído e brincamos sobre o horário que vamos trabalhar hoje das 21:00 - 03:00. A única preocupação do professor foi: Tem expresso lá? Se tivermos café estaremos grandões!
Em resumo, estou muito feliz! Estamos vivendo uma das melhores fases da Marcozero, estamos com uma união que se fortalece a cada trabalho novo e a cada conquista. E vocês podem ter certeza que a música que gravaremos hoje (e ficará pronta amanhã) será uma das melhores da Marcozero. E este trabalho vai nos dar muitos frutos, seja neste festival para o qual esta sendo gravada, seja futuramente. Esta musica nasceu com história, diferente das outras que eu fiz, esta eu sinto que é especial (estou ouvindo a gravação que fizemos no ensaio enquanto escrevo este texto).
Agradeço a todos que estão neste grupo, que ajudam e torcem pela Marcozero. Mas hoje vou destacar minha euforia agradecendo meus companheiros que acreditam, agregam e fazem parte do meu sonho. Fialho,Duarte e Severo"
Achei importante dividir isso com vocês que acessam o meu blog, já que vocês também vivem junto comigo minhas conquistas e derrotas.
Abraço e paz para todos!
Q
Hoje eu estou bem feliz com o que vem acontecendo nos últimos dias em relação a minha banda.
Passamos de fase em um festival de bandas independentes importante (e isso graças a muitas pessoas que acreditam no meu trabalho, na minha banda, que votaram e divulgaram o nosso trabalho para muita gente).
Hoje vamos gravar uma música nova, uma música que já me cativou desde o dia que eu criei ela, uma música que quando eu vi a Marcozero tocando ela senti que ela nasceu para brilhar. (sim, sou suspeito, mas penso nisso mesmo).
Esta música tem uma história diferente das outras todas canções que escrevi anteriormente. Ela nasceu em tempo recorde, com um tema e uma finalidade: Ganhar um festival (esse é outro festival, não é aquele que citei acima).
Enfim, eu vou colar aqui um texto que escrevi no grupo das pessoas que acompanham a minha banda mais de perto, este texto é dedicado ao músicos que me acompanham (e me acompanharam) nesta trajetória de 2007 até agora com a Marcozero (e para outros que contribuíram e agregam no que eu faço desde 1999). Também é para o exército que acompanha e da suporte para Marcozero do lado de fora do palco, isso é o combustivel que faz a minha banda seguir sempre em frente após tantas mudanças, "nãos" e dificuldades impostas pelo nosso "mercado".
Segue abaixo o texto que escrevi para o Centro de Comando da Marcozero (grupo com algumas pessoas mais presentes e que dedicam muito seu tempo para que a Marcozero exista).
"Meus queridos! Hoje gravaremos a nova música da Marcozero, para um festival, aqui de Porto Alegre. O nome da música é "Da sua vida (O velho e o novo)" esta música fala sobre um pai/mãe conversando com um filho/filha e nisso fica claro os conflitos de gerações e diferenças de pensamentos muitas vezes gritantes entre pais e filhos.
É a primeira vez que escrevo sobre este tipo de relacionamento, sempre escrevi sobre meus relacionamentos, o que para mim era fácil de expressar, agora foi um desafio falar sobre algo que eu não vivi de fato, só de experiências observadas e relatadas por amigos e exs. Enfim falar de família nunca foi o meu forte (por motivos óbvios).
Outra coisa que está tornando este trabalho mais instigante é que estamos trabalhando em tempo recorde. Eu compus a musica em um dia, passei para banda e ensaiamos em outro e hoje gravaremos ela...três dias entre a criação-ensaio-gravação é muito pouco tempo. Ah sim e estamos sem o nosso baixista para esta gravação, já que o Severo está em recuperação de uma cirurgia. É tudo "ajudando".
Mas ai que entra um fator importante, todos estão muito motivados para fazer com que esta musica aconteça e isto já basta para fazer com que ela fique perfeita (como está ficando), estou muito feliz com o time que temos, seja no palco, seja o que estamos formando fora dele, este apoio que vem de vocês me dá mais energia, e acredito que para meus companheiros também.
O mais legal deste trabalho é que o clima tá tão bom e todos estão tão empenhados que o nosso primeiro (e único) ensaio se deu em um sábado chuvoso das 22:00 - 00:00 o Duarte estava em uma formatura saiu no meio para ir pro ensaio e depois foi pra festa. Ontem estava falando com o Fialho sobre nossa gravação e ele estava bem descontraído e brincamos sobre o horário que vamos trabalhar hoje das 21:00 - 03:00. A única preocupação do professor foi: Tem expresso lá? Se tivermos café estaremos grandões!
Em resumo, estou muito feliz! Estamos vivendo uma das melhores fases da Marcozero, estamos com uma união que se fortalece a cada trabalho novo e a cada conquista. E vocês podem ter certeza que a música que gravaremos hoje (e ficará pronta amanhã) será uma das melhores da Marcozero. E este trabalho vai nos dar muitos frutos, seja neste festival para o qual esta sendo gravada, seja futuramente. Esta musica nasceu com história, diferente das outras que eu fiz, esta eu sinto que é especial (estou ouvindo a gravação que fizemos no ensaio enquanto escrevo este texto).
Agradeço a todos que estão neste grupo, que ajudam e torcem pela Marcozero. Mas hoje vou destacar minha euforia agradecendo meus companheiros que acreditam, agregam e fazem parte do meu sonho. Fialho,Duarte e Severo"
Achei importante dividir isso com vocês que acessam o meu blog, já que vocês também vivem junto comigo minhas conquistas e derrotas.
Abraço e paz para todos!
Q
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Don't Look Back in Anger
Bah faz muito tempo que não escrevo aqui (pra variar). Faz frio aqui em Porto Alegre (acho que o nosso inverno decidiu dar as caras de vez). Não sei muito bem o que escrever, apenas decidi escrever palavras aleatoriamente...
Minha vida deu uma guinada para rumos que nunca pensei que iria, agora estou "modelando" ou melhor tentando galgar algo neste mercado ultra competitivo (ultra competitivo agora com a nova grafia é junto ou separado? Tem hífen? Enfim...acho que estar acordado esta hora vagando na net não esta me agregando muito).
Continuando, não tenho muitas pretensões pessoais neste meio da moda, confesso que estou achando bem legal participar deste mercado, conheci pessoas bem legais na primeira convenção que participei na semana passada na cidade de Estrela, amigos que pelo visto levarei para vida toda, sei que não todos, mas sei que o pessoal do "room 23" com certeza. (Acabei de ser interrompido por uma das amigas que conheci na convenção me chamando no MSN, sinistro).
(Falando em sinistro, vocês viram que hoje é sexta-feira 13? Oh nooo).
(Ah, ela não é sinistra, quem entendeu, entendeu).
Continuando², Bah hoje é o dia mundial do rock e não vou fazer um show com a minha banda...porque? Eu não sei, acho que devo me mexer mais, sobrecarregar minha amada produtora não dá, ela é uma que se desdobra em 10 (Viu Naiá reconheço vosso trabalho!). Acho que vou gravar alguma coisa para os fãs da MZ, ainda não sei.
(É você puderam que ver que estou bem aleatório hoje).
Vocês sabem que a minha praia é a musica e o cinema, mas acho que vou começar a fazer aulas de teatro também (aliar junto com a carreira de modelo, ai vou poder dizer: sou modelo e aspirante a ator! clichê mode on).
Falando sobre meu mundo agora, vocês estão TODOS convidados para o lançamento da minha produtora no dia 10/08/2012 no LA ESTACIÓN aqui em Porto Alegre (durante as próximas semanas irei falar melhor sobre a minha produtora e este evento que irá contar com bandas, filmes, clipes, fotos, modelos, festa, comes e bebes). AGUARDEM!
Agora sobre a Marcozero, temos músicas novas, aliás 23 musicas novas (o número 23 me persegue desde a convenção). Duas já estão sendo ensaiadas com a banda, uma tem uma gravação amadora de um ensaio (que só o pessoal que faz parte da alta cúpula tem acesso para ver no youtube) e a outra vai ser gravada durante as próximas semanas...
Ah o título do post? Coisas que sentia no momento que comecei a escrever aliado ao CD do Oasis rodando ao fundo como trilha.
Agora to ouvindo uma musica deste CD que eu ouvia muito no meu último relacionamento...se fosse um tempo atrás me faria mal isso, hoje voltei a ouvir a musica pela musica em si.
Enfim, este post foi só para quebrar o gelo e dizer para os que me perguntavam sobre o blog: ele não acabou, eu que sou um blogueiro displicente mesmo, mas como sempre pretendo atualizar ele com mais frequência! (Desta vez é sério)
Ah mais uma coisa: O Fialho e eu estamos preparando uma Twitcam para vocês que curtem a MZ! As músicas que tocaremos nesta primeira Twitcam serão as que vocês votaram na enquete via Facebook! Acredito que será na ultima quarta deste mês, aviso o dia na sequência.
Sigam:
@MZ_oficial (banda)
@pratesoficial (meu)
Abraço e paz para todos!
Q
Oasis - Don't Look Back in Anger
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Trabalho no ônibus
Bah hoje estava no ônibus curtindo a tranqueira no agradável trânsito de Porto Alegre, quando começa a tocar no meu player list a música "Acho melhor você partir", enquanto ouço ela eu penso que quando a escrevi não foi para ninguém, ela fala de términos de relacionamento e da esperança que em algumas vezes perdura. A situação da música já aconteceu comigo posteriormente (acho que antes também), mas na real isso já aconteceu com todo mundo (quem nunca cansou de conversar com a pessoa amada e as palavras não fizeram sentido algum e as brigas perduraram?).
Bom, ai enquanto ouvia a musica eu lembrei de uma amiga que me falou (brincando, eu acho) que se apaixonou por um cara que ela viu na rua, algo assim de cinco segundos, do estilo nunca te vi e sempre te amei, que após esse tempo acabou da mesma forma que surgiu. Pensando nisso (e rindo de canto) eu comecei a viajar nas minhas produtivas idéias no ócio do trânsito: Como seria inventar histórias com pessoas aleatórias?
Comecei a olhar para o movimento da rua (protegido pelos meus óculos escuros) ficava mirando pessoa a pessoa que de alguma forma despertava o meu interesse, sem muita escolha a idéia era ser bem bizarro mesmo, aleatório total (tá com alguns critérios que não irei revelar).
Enfim, no meio da minha "viajem" de 40 minutos passei pela Barão do Amazonas e lembrei de algumas coisas que aconteceram na minha vida naquela famigerada rua, naquele famigerado bairro. (droga agora o negócio ficou sério)
Comecei a pensar em fazer uma música, frases soltas na minha cabeça, sem rima, sem nexo, apenas juntando histórias reais, pessoas aleatórias e uma mente que tinha mais idéias do que dava conta de processar. Nessa hora a concentração é quebrada por uma garrafa de 500 ml de água que surgiu (isso mesmo SURGIU) nos meus pés (algum passageiro educado, decidiu que joga-la no chão era melhor do que colocar no lixo) com isso lembrei que não havia tomado meus dois litros de água diários (é, deveres nutricionais) e parei de pensar na minha colcha de retalhos, na minha música Frankstein.
Mas quando cheguei em casa corri pro violão e para o bloco de notas e comecei a dar forma a tudo aquilo que fiquei pensando no ônibus, no inicio foi difícil achar uma melodia que fosse estranha o suficiente para abraçar a letra que eu tava escrevendo, mas após algumas tentativas de harmonias e melodias, consegui encaixar tudo, e acabei ela!
Acabei não, falta um nome ainda!
(não vou colocar a letra dela aqui, quero gravar ela antes)
Obrigado por todos que acompanham esse humilde blog!
Abraço e paz para todos!
Q
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A gente se acostuma
Após o post de hoje ser interrompido pelo tempo decidi fazer um novo, explico:
Hoje de tarde antes de sair para meus afazeres eu estava escrevendo um post, mas quando vi a hora já estava mega atrasado, e ainda estava na metade do texto. Resultado tive que parar e sair as pressas. Como um coito interrompido decidi não retoma-lo e escrever um totalmente novo. (é a gente acaba se acostumando a deixar as coisas de lado)
Faz algumas semanas que uma amiga me mandou o vídeo com esse poema. Postei o vídeo dele no meu Facebook, hoje estava pensando em algumas coisas e lembrei dele.
Vou colocar o poema e o vídeo aqui, depois tecerei alguns comentários.
O nome do poema é "Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Quando ela me mandou esse vídeo eu ouvi ele umas 3 vezes, achei muito bom. O pior que isso é a realidade de muitos, todos nós em algum momento nos encaixamos em algo citado no poema. Nos acostumamos com tão pouco...nos acostumamos com um emprego ruim, um relacionamento ruim, com amizades de interesse, com a futilidade das pessoas, com as brigas na família, com os políticos roubando, com os preços altos e salários baixos...enfim, tanta coisa...tanta coisa que não deveríamos nos acostumar!
Segue o vídeo recitado por Antônio Abujamra no Programa Provocações:
Obrigado por todos que acompanham o blog e comentam por aqui, pelo msn, por e-mail...valeu!
Abraço e paz pra todos!
Q
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
De volta a ativa
Bah, pra variar fazia um tempão que eu não escrevia aqui neste famigerado local, pra variar as pessoas que acompanham o blog me perguntavam quando teria post novo e eu pra variar dizia que seria em breve...então esse momento chegou! (é, acho que vou escrever alguma coisa, ainda não muito consciente do que quero escrever, ou melhor de como quero me expressar, quero dizer muito sem falar nada...é pra variar paradoxal).
Bom, começar por onde? Minha vida atualmente está numa confusão, na real quem está confuso sou eu, minha vida está muito bem obrigada, indo cada vez mais para frente.
Meu Natal foi ótimo, meu ano novo também (apesar de chuvoso), comecei o ano com o DVD da Marcozero em mãos e cheio de planos e projetos para 2012 (espero que o mundo não acabe, tenho muita coisa para fazer ainda).
Terminei um relacionamento de mais de um ano, conheci pessoas novas, me estressei com pessoas novas, com pessoas antigas e também comigo mesmo...é não é fácil. Criei expectativas (sim gerei ilusões), vi meu grande amigo se formar no curso que ele sempre sonhou (depois de 13 anos na função e uns 20 cursos diferentes), falei com uma pessoa muito especial para mim que eu não falava alguns anos (e isso me fez muito bem, acho que no meio de algumas coisas chatas foi o que me deixou feliz), voltei a compor, to preparando a turnê pra MZ...bah, muita coisa pra resumir...e pouca paciência para escrever tudo.
Tenho ouvido mais do que nunca Enghaw (isso sim me faz bem), o DVD Novos Horizontes já está ficando gasto de tanto rodar no meu aparelho de DVD. Acho que vou escrever sobre duas musicas que ouço mais deste DVD tentando linkar com o que vem acontecendo comigo nesse inicio de 2012, espero que entendam, a maioria entenderá. Afinal para bom entendedor basta meia palavra, e sei que todos vocês são EXCELENTES entendedores.
Guantánamo (Faixa 3 do DVD)
"Quem foi que disse te quero?"
É estranho como hoje em dia todo mundo se "gosta", me lembro na faculdade que tivemos uma aula de história da arte que falava sobre o "pós moderno", na aula falávamos sobre arte mas aqui vamos falar de relacionamentos (seja da magnitude que for), hoje é tudo desprendido, se está com uma pessoa hoje, outra amanhã e já tem combinado com quem vai estar no fim de semana. Todo mundo já viveu isso em algum momento na sua vida (alguns ainda vivem, outros tem como estilo de vida), na real quando as pessoas estão sozinhas nas suas casas, aptos, choupanas o que lhe resta é o vazio, solidão e a saudade de alguém (ou algo), porque somos de carne e o osso e temos sentimentos (por mais que muitas vezes a gente negue o que sente pelo outro para manter a hipocrisia e insegurança dos inícios de relacionamentos, ou pelo trauma de relacionamentos passados). Enfim, eu fico pensando não é mais fácil as pessoas assumirem os riscos das coisas que querem e sentem do que perde-las por nunca sair da sua zona de conforto? (eu já aprendi essa lição a duras penas na minha vida, fuedaa).
"Quem foi ao Rio de Janeiro? Qual era a intenção?
Sempre é bom viajar, férias, trabalho, a toa...As vezes é necessário para nos desligarmos de algo que já não nos faz bem, do trabalho, da família, ampliar as ideias, mudar a sintonia... enfim seja a intenção que te faz arrumar as malas e sair de casa é válida. O problema é quando a gente está longe pensando em um lugar só, em uma pessoa, em uma situação, ai de nada vale. (sair de casa para se estressar longe? Pra mim não faz sentido). Mas é claro que tem o outro lado, viajar e sentir saudades de alguém que vai encontrar na volta, é muito bom (para mim), tu aproveita a viagem de uma outra forma...tá chega de falar de viagens, acho que já estou viajando.
"Quem chama ao telefone? Porque não bate na porta?"
Telefone? Desde 2 anos já sou viciado nesta bendita invenção do Sr. Bell (há fotos para confirmar eu com telefone desde pequeno) e eu sempre curti a internet (sim peguei o inicio da popularização dela aqui no Brasil, então não tinha como ser viciado nisso), mas nunca dispensei o contato físico, tive algumas das minhas melhores conversas aqui por esse meio virtual e telefone, mas as melhores sempre foram ao vivo, e isso é algo que não tenho como substituir. Eu vejo uma galera com uns 2000 amigos no facebook, com 1000 amigos no finado orkut e que nunca vejo em lugar nenhum com alguém, só em casa mantendo essa rede de amigos que não são mais que conhecidos que na real não passam de contatos de net. Essa frase da musica é bem direta. Eu sempre tive horários meio alternativos, mas nem por isso deixo de ter contato físico com as pessoas, se tenho como ir (ou a pessoa vir) porque não se encontrar ao vivo ao invés de ficar no telefone ou na net. Para mim essas duas ferramentas são para aproximar pessoas e não o contrário (nunca teve tanta gente solitária nessa era da "aproximação").
Bah já escrevi um textinho considerável (tamanho), vou ser mais sucinto na próxima musica.
Eu não consigo odiar ninguém (Faixa 7 do DVD)
"Não quero seduzir o teu coração turista. Não quero te vender o meu ponto de vista"
Essa musica me lembra uma pessoa que eu aprendi que era possível não odiar ninguém, e o mais legal que aprendi isso com ela sem ela querer me ensinar nada, aprendi muito com ela só na convivência. Nunca tivemos um envolvimento maior do que amizade e mesmo assim é uma das pessoas que tem um grande importância na minha vida (mesmo sem ela não fazer noção alguma disso).
"Nem sempre foi assim, outro mundo é possível"
Nem tenho muito o que falar sobre esta frase, ela já diz tudo, mas quando ouço ela me dá mais ânimo para algumas coisas chatas que acontecem comigo em relação a pessoas, trabalho...enfim curto muito o que o HG escreve.
"Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?"
Relacionamentos são complexos...só isso a dizer.
"Eu tive um sonho, o mesmo do outro dia. Lembranças de um futuro que a gente merecia"
É eu tive uns sonhos e o pior que merecíamos um futuro mesmo! (sonhos são algo que podem fazer você ganhar o dia ou acordar tenso, estranho esse poder que eles tem sobre a gente não?)
Bah tem tantas coisas para falar destas musicas e de muitas outras desta banda, que me fazem pensar em coisas que vivi e vivo, mas deixo para falar isso no decorrer do ano!
Enfim, vou trabalhar um pouco agora, senão o mundo não gira.
Abraço e paz para todos!
Q
- Nãooo vá dizeer que eu estou ficaaando louco...
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